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Limite de perda por dia, semana e mês: o freio que mais salva

O stop financeiro protege a conta da sequência de operações ruins. Como definir o do dia, da semana, do mês e da vida, e o erro de calibrar pelo mês bom.

O stop loss protege uma operação. O limite de perda protege a conta do que acontece quando várias operações dão errado em sequência: o dia em que a estratégia toma quatro stops seguidos, a semana em que o mercado muda de humor, o mês em que a regra simplesmente não encaixa. Toda estratégia real tem esses períodos. O limite decide quanto eles custam.

Quatro janelas, quatro perguntas

O dia. "Quanto eu aceito perder hoje antes de parar?" Bateu, o robô não abre mais nada até amanhã. É o limite mais conhecido e o mais importante, porque o dia ruim é o que mais tenta a pessoa a "recuperar".

A semana. "Quantos dias ruins seguidos eu aceito?" Uma estratégia pode perder o limite do dia na segunda, na terça e na quarta sem que nenhum dia isolado pareça grave. O limite da semana enxerga a sequência.

O mês. "Quando eu paro para pensar?" O mês negativo dentro do histórico é normal; o mês que ultrapassa o que o histórico já mostrou é sinal para parar e comparar, não para continuar.

A vida da estratégia. "Quanto essa estratégia pode perder no total antes de eu desligá-la?" É a maior queda do histórico com uma folga. Passou disso, a estratégia não é mais a que foi testada.

Quatro réguas empilhadas, do dia ao mês e à vida da estratégia, cada uma com um limite marcado; uma curva de capital desce e toca o limite do dia, para, e o dia seguinte começa do zero
O dia para no limite do dia. A semana e o mês olham a sequência. A vida da estratégia olha o histórico inteiro. Ilustração.

De onde vêm os números

Não de um valor redondo nem do que "dói". Vêm do histórico:

  • O limite do dia costuma ficar perto do pior dia do histórico, ou um pouco acima. Se o pior dia em cinco anos foi R$ 300 por contrato, um limite de R$ 150 vai parar a estratégia em dias que ela teria recuperado, e um de R$ 900 não protege de nada.
  • O da semana e o do mês seguem a mesma lógica com as piores semanas e os piores meses.
  • O da vida é a maior queda do histórico mais uma folga, porque o futuro tem quedas maiores que o passado. A conta que usamos nas fichas é a da margem técnica: 2 vezes a perda máxima mais 3 desvios do dia. Explicamos em Margem técnica.

O erro clássico é calibrar pelo mês bom: a pessoa vê a estratégia ganhando, acha o limite "muito frouxo" e aperta. No mês ruim, o limite apertado transforma uma queda normal numa queda que trava a estratégia todo dia às 10h30. A estratégia parece pior do que é, e é o limite.

O que acontece quando bate

Três decisões que precisam estar escritas antes:

  1. Fecha a posição aberta ou espera o stop dela? O mais comum é fechar: o limite é para parar a sangria, não para torcer.
  2. Cancela as ordens pendentes? Sim; uma pendente que entra depois do limite é uma operação sem proteção de janela.
  3. Volta quando? O do dia volta amanhã. O da semana, semana que vem. O do mês, mês que vem, e só depois de comparar com o histórico. O da vida não volta sozinho: volta você, depois de rever a estratégia.

O limite não é uma estratégia

Ele não melhora o resultado esperado; se a estratégia perde, o limite faz perder mais devagar. O que ele faz é limitar o tamanho do pior período e impedir a pessoa de fazer o que faz de pior: aumentar o lote para recuperar. Uma conta com limite sobrevive à sequência ruim e chega ao período seguinte. Uma conta sem limite depende da sequência ruim acabar antes do dinheiro.

Como o tamanho da posição entra nessa conta está em Dimensionamento de posição.

Limite por estratégia e limite do conjunto

Quem roda mais de uma estratégia tem dois níveis: o limite de cada uma e o limite da soma. Duas estratégias que perdem no mesmo dia somam a perda; o limite do conjunto enxerga isso. Como juntar estratégias muda o risco está em Juntar estratégias muda o risco.

Como vira regra num robô

Um acumulador por janela (dia, semana, mês, vida), um valor de corte, e as três decisões acima. No Centurion, são os blocos de Stop Financeiro Diário, Semanal, Mensal e da Estratégia, com o limite por operação e o controle de operações por dia ao lado; acima das estratégias, o portfólio define o teto sobre a soma. E as janelas de semana e mês valem mesmo sem posição aberta: estourou, não entra nada até virar a janela.

Nas nossas estratégias na OnTick, o limite diário de ganho e de perda faz parte da regra de várias delas, e a descrição de cada uma diz quando é o caso. Não é um ajuste seu: é parte do que foi medido.